quarta-feira, 18 de setembro de 2013

"Esse Homem é Você!!!!"



Se eu te pedisse para contar uma situação em que você tenha se indignado com uma pessoa por prejudicar outra, tenho certeza que imediatamente você se lembraria de alguém, de alguma situação, e teria algo a relatar. Mas, e se eu te pedisse para contar uma situação em que você tenha prejudicado alguém, por menor que tenha sido a sua atitude, e quem sabe por ela ser tão insignificante (para você é claro) talvez você não tenha se indignado, ou ao menos se sentiu mal por isso......Você consegue se lembrar? Você teria coragem de trazer isso á tona?

Davi cometeu alguns delitos durante seu reinado, e estes “deslizes” fez com que Deus o repreendesse severamente diversas vezes. Uma das maiores repreensões da parte de Deus foi por causa do adultério com Bate-Seba e ordem de execução de Urias, marido de Bate-Seba (I Sm 11). Um tempo depois, Deus enviou o profeta Natã ao palácio para falar ao rei (I Sm 12:1-4):

“Havia dois homens que viviam na mesma cidade. Um deles era muito rico e tinha muito gado e ovelhas e o outro, como era pobre, tinha apenas uma ovelha. Um dia, o que era rico recebeu uma visita e não queria matar nenhum de seus animais para preparar refeição ao seu hóspede, em vez disso, matou a ovelha do homem pobre para preparar a refeição.”
No mesmo instante o rei Davi se indignou com aquela injustiça, com aquela sensação de impunidade, com aquela desigualdade moral e social relatada pelo profeta, no que imediatamente Davi, em toda posse de sua autoridade, decretou que o homem injusto fosse punido. Nesse momento, Davi ouviu algo que o rasgou de cima a baixo: ESSE HOMEM INJUSTO E VOCÊ, DAVI!

Aquela frase marcaria para sempre a vida de Davi. Após perceber o seu erro, Davi nem tentou se justificar... Já foi logo se lançando, arrependido, diante do Pai para buscar o perdão Dele. Foi desse episódio que se originou um dos mais belos poemas de Davi, os Salmos 51.

O verso 3 do Sl 51, expressa muito bem a diferença entre um ser humano como Davi (considerado segundo o coração de Deus) e um ser humano como a maioria de nós: Ele não se esquivou de sua responsabilidade, antes, se arrependeu diante de Deus! Se Davi vivesse em nossa época, provavelmente não se enquadraria na categoria do “crente-justo/crente juiz” (aquele que vive lançando a Palavra para os outros, menos para si mesmo).

O julgamento é uma capacidade e exclusivamente humana, que deveria ser melhor aproveitada como filtro de comportamento, mas infelizmente é utilizada de forma equivocada:
  • Não deveríamos usar essa capacidade para julgar aos outros, mas sim a nós mesmos.
  • O mesmo peso que usamos para julgar às pessoas, deveríamos aplicar a nós mesmos.

Quer um conselho? Converse com o Espírito Santo para que Ele te mostre se você tem feito vista grossa para seus erros e colocado outdoor nos erros dos outros. Peça para que Ele te ajude a não se tornar um “crente duas medidas” para que todas as vezes que você errar, você perceba e se arrependa diante de Deus.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

"O Corvo e a Raposa"

Um dia um corvo estava pousado no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico quando passou uma raposa.

Vendo o corvo com o queijo, a raposa logo começou a matutar um jeito de se apoderar do queijo. Com esta ideia na cabeça, foi para debaixo da árvore, olhou para cima e disse:

- Que pássaro magnífico avisto nessa árvore! Que beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que ele tem uma voz suave para combinar com tanta beleza! Se tiver, não há dúvida de que deve ser proclamado rei dos pássaros.

Ouvindo aquilo o corvo ficou todo cheio, visto que era pura vaidade. Para mostrar à raposa que sabia cantar, abriu o bico e soltou um sonoro "Cróóó!".
O queijo veio abaixo, claro, e a raposa abocanhou ligeiro aquela delícia, dizendo:

- Olhe, senhor Corvo, estou vendo que voz o senhor tem, o que não tem é inteligência!


Moral da história: Cuidado com quem muito elogia!
 

Quem critica um homem acabará ganhando um amigo,mas quem faz elogios mentirosos será desprezado.- Pv 28.23

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

" Jogando Sementes"



Jogando Sementes



Um homem morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica. Todos os dias ele pegava o ônibus das 6:15h e viajava cinquenta minutos até o trabalho. À tardinha fazia a mesma coisa voltando para a casa.



No ponto seguinte ao que o homem subia, entrava uma velhinha, que procurava sempre sentar na janela. Abria a bolsa tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus.



Um dia, o homem reparou na cena. Ficou curioso. No dia seguinte, a mesma coisa.

 Certa vez o homem sentou-se ao lado da velhinha e não resistiu:

 - Bom dia, desculpe a curiosidade, mas o que a senhora está jogando pela janela?

 - Bom dia, respondeu a velhinha. - Jogo sementes.



- Sementes? Sementes de que?- De flor. É que eu viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada é tão vazia. E gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho. Imagine como seria bom.


- Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos. A senhora acha que essas flores vão nascer aí, na beira da estrada?- Acho, meu filho. Mesmo que muitas sejam perdidas, algumas certamente acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar.



- Mesmo assim, demoram para crescer, precisam de água.

 - Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer.



Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu “trabalho”. O homem desceu logo adiante, achando que a velhinha já estava meio “caduca”.



O tempo passou...



Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto, olhou para fora e viu margaridas na beira da estrada, hortênsias azuis, rosas, cravos, dálias. A paisagem estava colorida, perfumada e linda.



O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo.



- A velhinha das sementes? Pois é, morreu de pneumonia no mês passado.



O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela. “Quem diria, as flores brotaram mesmo”, pensou. “Mas de que adiantou o trabalho da velhinha? A coitada morreu e não pode ver esta beleza toda”.



Nesse instante, o homem escutou uma risada de criança. No banco da frente, um garotinho apontava pela janela entusiasmado: Olha mãe, que lindo, quanta flor pela estrada. Como se chamam aquelas azuis?



Então, o homem entendeu o que a velhinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, a velhinha devia estar feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas. No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se numa janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso.



“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. Se não houver flores, valeu a sombra das folhas. Se não houver folhas, valeu a intenção da semente”.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

" Só se você permitir"



"O Velho Samurai"
Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que se dedicava a ensinar aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda  de que ainda era capaz  de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta  de escrúpulos apareceu por ali. Queria derrotar o samurai e  aumentar sua fama. 

O velho não aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.  Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso  guerreiro retirou-se. Desapontados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

- Se alguém chega até você com um presente, e você não  o aceita,  a quem pertence o presente?
A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos. 
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. 

Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem o  carregava consigo. A sua paz interior depende exclusivamente de você.

“A calma na luta é sempre um sinal de força e confiança, enquanto
a violência, pelo contrário, é prova de fraqueza e de falta de  confiança em si mesmo”.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

" Perdendo a visão"



"Guia-me na tua verdade, e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; por ti estou esperando todo o dia." Sl 25:5

Na estrada de minha casa, há um pasto onde vivem dois cavalos. De longe, parecem cavalos normais, mas, quando olhamos bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele, ao contrário ele até arranjou um amigo, um cavalo mais jovem. Isto é de admirar!

Ao observá-los, ouviremos um pequeno sino, e este está no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está o seu companheiro e vai até ele.

Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo.

Percebemos que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes ele, para, então, espera para que o outro possa alcançá-lo. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.

Como o dono, desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio, quando precisamos.

Algumas vezes somos como o cavalo cego, guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas. Outras vezes, somos como o cavalo guia, ajudando outros a encontrar seu caminho. (autor desconhecido).

E é assim conosco também... Muitas vezes perdemos a nossa visão, talvez um problema, uma decepção, uma perda, uma doença, um casamento desfeito, uma promessa que não chega, um tempo novo que não vem, tudo isso nos torna cegos.. E então deixamos de crer, de acreditar no agir de Deus, em suas promessas e até mesmo em seu Amor por nós.

Passamos a ser guiados pelas circunstancias, pelas dores, frustrações, e deixamos de enxergar o que acontece à nossa volta, deixamos de perceber o Amor de Deus através das pessoas que Ele tem colocado em nossas vidas.

Maria e Marta estavam assim.. Mesmo sabendo que Jesus as amava, mesmo tendo um bom relacionamento com o Mestre, mesmo tendo estado à mesa com Ele por tantas vezes, no momento em que “perderam seu irmão” (aparentemente haviam perdido), elas passaram a olhar para todas as circunstancias adversas.

E não eram poucas:
- Seu irmão morto (A morte era real em sua casa);
-A angustia de não poder voltar atrás (porque já cheirava mal, havia acabado..)
- Perdendo a luta para o tempo (porque já havia quatro dias)
- A decepção pelo amigo que não vinha (porque Jesus demorou-se até estar com se irmão Lázaro).

E assim quando Jesus chegou logo elas o interrogam, o colocaram na parede, atribuíram a Jesus a “culpa” pela morte de seu irmão. “Se estivesses aqui meu irmão não teria morrido”...

Será que você não está nessa condição? Será que ao invés de crer, de enxergar o tamanho do Deus que pode ressuscitar você tem culpado a Ele, por todos os teus problemas?

Lázaro estava morto, cheirava mal, estava envolto em lenços. Suas duas irmãs estavam vivas, livres.. Lázaro era aquele que “parecia estar cego” e as duas irmãs fisicamente eram as “que enxergavam.”

Jesus chamou: Lázaro sai para fora!!

[...]Ao observá-los, ouviremos um pequeno sino, e este está no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está o seu companheiro e vai até ele...

E assim como o cavalo da história Lázaro embora cego, morto “ouviu” o som da voz de Jesus..) e era como aquele sino mostrando o caminho. Pelos olhos da fé, Lázaro passou a enxergar uma nova vida que o Senhor acabara de lhe oferecer. (o cavalo cego sabe onde está o seu companheiro e vai até ele.)

Jesus AMAVA a Lázaro e foi ao seu encontro, mas Ele AMAVA também suas duas irmãs (Marta e Maria), e não as julgou, não as desprezou ao contrário depois ceiou com eles.. (Jo 12-1-2)

E sabe por quê? Porque como o dono dos dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas, ou desanimamos, ou perdemos muitas vezes a fé.. Mesmo muitas vezes não crendo Nele, Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio, quando precisamos.

E o resultado dessa história está em JO 11:45:

Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que fizera Jesus creram Nele.