domingo, 28 de julho de 2013

"Deus de Cócoras?!"

A grandeza de um homem é medida na sua capacidade
de se curvar para servir a outro homem

Deus e a palavra cócoras tem algo em comum? Para quem não sabe, cócoras significa agachado e/ou sentado sobre o calcanhares. É uma das posições em que a mulher pode ficar no momento do parto. É também uma das posições utilizadas pelo ser humano no momento de fazer suas necessidades físicas. É, de fato, escandaloso pensar em Deus de cócoras.
O que você faria se pudesse fazer tudo o que quisesse na semana em que iria morrer? Se pudesse fazer tudo (exceto anular e adiar a morte) o que você faria? Pois bem, Deus escolheu ficar de cócoras!
Jesus, a expressão de Deus que andou entre nós, nas suas últimas horas de vida escolheu ficar de cócoras. E isso para ensinar uma lição ímpar: o uso da bacia e da toalha! Jesus é a expressão de um Deus de cócoras a fim de lavar os pés de um bando de maltrapilhos como eram os discípulos e como somos nós. Nas últimas horas de vida, Jesus deixou seu legado de cócoras, com bacia e toalha, servindo aos outros. Deixar legado nada mais é que deixar uma contribuição significativa para as futuras gerações.
Um Deus de cócoras choca. Um Deus de cócoras é escandaloso. Não queremos aceitar. É a mentalidade de Pedro (João 13:8) que, por um instante, não quis que Jesus lavasse seus pés.  Mas a lição aqui é priorizar o outro. Ter como causa a luta do próximo. Não precisamos viver em busca de causas para lutar. Os interesses do outro deve bastar.
Naquele tempo, os pés ficavam sujos e cansados das longas jornadas caminhadas. Um dos tipos de servos, neste caso um escravo de terceira categoria, lavava, massageava e colocava óleo nos pés de seus senhores quando estes chegavam a casa. Jesus nos dá esse exemplo de que precisamos ser Igreja de servos para as pessoas que se sentem sujas e cansadas na vida. Oxalá que todas as pessoas sujas e cansadas encontrem um discípulo de Jesus para servi-las. Há pessoas que cansaram da injustiça do sistema, de passar fome, de não ter emprego. Outras cansaram de Deus, da vida, da igreja, da Bíblia. Essas pessoas precisam encontrar discípulos de Jesus com uma bacia e uma toalha pronta a servi-las. Há, ainda, pessoas sujas de pecado. Essa poeira do pecado não é para ser apontada, julgada e satirizada. Não é motivo para exclusão. O pó do pecado deve ir para nossa bacia.
Como precisamos de nos desapegar dos status, dos títulos, das posições. Precisamos deixar de ser pastores, apóstolos, ministros, diáconos e sermos promovidos ao status de servos, do tipo que esperam os cansados para lavar-lhes os pés. Se Jesus se despojou do seu status, só seremos de fato seus discípulos se fizermos o mesmo! Jesus é o Deus de cócoras. Pode ser escandaloso, mas não é vergonhoso, sendo na verdade maravilhoso!
A grandeza de um homem é medida na sua capacidade de se curvar para servir a outro homem. E tudo isso sem se achar misericordioso, amoroso ou mais “de Deus” por servir. O próprio Jesus disse que depois de fazer tudo o que pudermos, devemos nos considerar servos inúteis (Lucas 17: 7-10).
Que sejamos grandes discípulos de Cristo, que assim como Ele, portam uma bacia e uma toalha para lavar os pés de todos os sujos e cansados que chegarem até nós.

"Vida Cristã..você pode estar fazendo isso errado!!"

Existem pessoas que realmente acreditam que um mundo totalmente evangélico é a solução para este século. Conheço gente que crê que se tivermos um presidente evangélico o caminho do Brasil mudaria de direção, a fome acabaria, a bondade se estabeleceria e a paz nas favelas seria realidade, mas se colocarmos um pouco a mente para funcionar, sabemos que isso não resolveria nada.  Um Brasil evangélico traria consigo as marcas do neo-puritanismo da igreja moderna, transformando o mundo em um lugar sem particularidade, sem expressão própria, perderíamos o acesso a culturas, as miscigenações, as singularidades de cada local. Essa ética evangélica baseada na conduta não abraçaria o Brasil e suas diversidades.
Conheço gente que pensa que se trocarmos os bares, os clubes, e as festas por igrejas evangélicas isso faria ter mais amor, menos competição, menos injustiça social. Isso é uma ilusão! A notícia do evangelho é outra. O mundo não tem solução, pelo menos se depender exclusivamente da ética evangélica. É meu amigo, se você investigar sua Bíblia vai ver que o mundo vai de mal a pior, e que a a solução  não é uma nova lei, uma nova regra, mas é a partir de Cristo, ser a luz  para trevas, aonde quer que estejamos, fazendo o que estivermos fazendo, Deus tem que estar ali.
Eu sei que parece boba essa ideia. No entanto, a vida cristã autêntica tem mais a ver com os efeitos  que a obra de amor da cruz causa em nossa vida do que com a submissão aos preceitos da religião. Deus não quer mais evangélicos, mas deseja mais gente iluminada pelo se Espírito. Estamos falando de ser gente como Jesus,não por imitação, mas pela regeneração. Deus  nos resgatou para ser como Ele nos criou. Romper com essa estrutura  sólida da religiosidade pode soar agressivamente a nossa mente acostumada a ouvir que quando o numero de evangélicos aumentar o país caminhará para uma nação abençoada, mas viver pensando dessa maneira é viver para a mentira!
O Brasil não precisa de mais evangélicos nominais, não precisa de mais pastores, não precisa de mais cantores gospel, não precisa de mais deputados, senadores, vereadores que se declarem cristãos, mas o Brasil precisa de gente que aprendeu amar tendo Cristo como referência. É por isso que o Brasil clama!
Precisamos de mais médicos que coloquem o fator humano acima do fator sistema, precisamos de advogados que se demonstrem interessados pela justiça e não pelo seus honorários, precisamos de professores que ensinem nossas crianças a ser cidadãos e não em tranformá-los uma máquina de decorar resposta para vestibular, precisamos de empresários que olhem para suas empregados como olham para seus próprios amigos, de enfermeiros, bombeiros, policiais, designer, marceneiros, porteiros, pastores, pilotos, donas-de-casa que estão dispostos a abraçar gente, enfim, precisamos de gente comprometida com o Reino, se entendendo parte de um povo alcançado e que por ter sido alcançado luta pra alcançar gente. Não precisamos de gente que esta comprometida com sua confissão de fé doutrinal, com suas obrigações religiosas, com seu pastor, com suas verdades, com suas razões, com suas éticas próprias. O Brasil clama por gente tocada por Jesus.
A realidade de hoje não aponta para a proliferação das igrejas como instituição organizada, mas para uma igreja formada por gente com o dom do amor. Apesar de professarmos a vida cristã, nós não acreditamos de fato nas palavras de Jesus, e nem tampouco podemos dar créditos integralmente ao seu caráter porque no fundo a palavra de Deus foi substituída pela nossa própria. Estamos nos servindo do evangelho a nossos próprios benefícios, sem estender essa Graça ao nosso redor. Estamos olhando para o umbigo, querendo apenas levar a moralidade da religião, sem se envolver com pessoas.
Diante disso, a pergunta que faço é: Você já nasceu de novo ou apenas conhece o sotaque, os comportamentos, as frases, a ética, a moral cristã? Que igreja é essa que tem maior compromisso com a culpa, com o medo e com a autoafirmação ao invés de provocar esse exame vital? Quando é que o xeque-mate do evangelho fará efeito em nossas vidas? Será que o objetivo de Deus é te dar um título de “evangélico”, católico, batista, presbiteriano, carismático, romano ou ele quer inaugurar uma vida nova em nós, por nós, através de nós e para além de nós?
Vida cristã, você pode estar fazendo isso errado!

terça-feira, 23 de julho de 2013

O que você deseja colher?"

No post anterior eu citei o texto que menciono novamente abaixo, um texto bíblico bastante perturbador , e que por sinal foi um dos primeiros versículos que gravei quando comecei minha nova vida com Cristo. (o mesmo estava escrito na colcha da minha cama, e todos os dias eu me deparava com ele.. rs)
Quero incentivar a sua reflexão sobre esse texto, que certamente nos trás grandes ensinamentos.
Esse é um dos versículos que mais gostamos de nos lembrar, quando diz respeito à paga que terá aqueles que nos fazem mal, ou talvez quando entregamos uma oferta na casa do Senhor.. mas esse texto vai muito além disso
E o texto diz: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso  também colherá.... E muitas vezes nós nos esquecemos que o texto continua....
...Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.” (Gl 6.7-9)
 Observe que este não é um texto do Antigo Testamento, escrito sob a força da Lei, da Antiga Aliança, quando se ensinava: “olho por olho, dente por dente”. Pelo contrário, o texto foi redigido debaixo da Nova Aliança pelo Apóstolo Paulo, que quis nos exortar sobre a responsabilidade de nossos atos e escolhas.
Também conhecido como Lei da Semeadura, o texto nos revela um princípio natural: Só se colhe o que se semeia. Não há como colher feijão onde foi semeado o arroz. Salvo a intervenção divina por meio de um milagre, será uma grande tolice insistir em colher aquilo que não foi semeado.
Não podemos pensar que a Lei da Semeadura se aplica apenas numa ou outra a área de nossas vidas, não! Ela se aplica em tudo aquilo que fazemos, nossas atitudes são sementes, a falta delas tbm..
Uma das áreas que mais recebemos sentimos o seu efeito .é na área dos nossos  relacionamentos. A maneira como nos relacionamos com as pessoas, as atitudes, o tempo dado, as palavras ditas, os gestos, a dedicação, o empenho, a cumplicidade lançada no solo da amizade, do matrimônio, da família se semeadas de forma correta, no tempo certo  poderão trazer grandes e prazerosas colheitas, entretanto, se essas mesmas sementes (as atitudes, as palavras, os gestos, ) são escassos, são semeados de forma errada, egoísta, despreocupada, descuidada, poderá  a longo prazo,  (ou quem sabe não tão longo assim), desencadear na colheita de frutos amargosos.. frutos de perdas, desencontros, decepções, tristezas..
O grande desequilíbrio encontrado neste ponto (das sementes e colheita nos relacionamentos), é que muitas vezes nos relacionamos com as pessoas, esperando apenas colher, sem tão pouco nos preocuparmos em semear.. então os relacionamentos se desgastam, se deterioram e perguntamos o porquê...Será que estamos semeando? Será que temos paciência para esperar o tempo que se leva para a semente germinar? Ou estamos exigindo colher uvas de cactos?
Muitos cristãos, semeiam para sua carne, envolvidos com imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes (as já conhecidas obras da carne, conforme Gl 5.19-21)  esperando uma colheita abençoada, mas  transformam a graça divina numa graça barata que cala a consciência e amordaça o Espírito. Esquecem-se, no entanto, da exortação bíblica de que colherão destruição para si mesmos, ou seja, que o fruto dará conforme a sua espécie...
Pense bem nas sementes que você tem lançado, pense bem na colheita que gostaria de ter. A Palavra é clara, não há outra forma de se colher vida: semeie para o Espírito, não há outra forma de se colher frutos bons que não seja semeando bons frutos, porque de Deus não se zomba, o que semearmos isso colheremos.

 ..

domingo, 21 de julho de 2013

"Há Esperança"

E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecidos (Gál 6:9)
O texto vem falando de plantar e colher (vss 7-10), e como é de conhecimento de todos, o que plantarmos iremos colher. Porém, nem sempre esta ‘rotina’ é tão simples quanto parece. Afinal, muitas vezes a semente que plantamos leva um certo tempo para germinar, crescer e dar frutos para que possamos colher, e esse trabalho, essa espera, muitas vezes torna-se algo cansativo e esgotante.
Assim, temos que cuidar para que não venhamos a desistir no meio do caminho; para que durante o processo de germinação que ocorre ‘em baixo da terra’, fora do alcance dos nossos olhos não venhamos a perder as esperanças.

A nossa fé e a nossa esperança não podem estar seguras naquilo que vemos, mas sim em Deus.

Existe uma esperança; se plantarmos iremos colher, há uma garantia da parte do Senhor de que haverá chuva e calor para que a nossa semente cresça e dê muito fruto. A nossa fé deve ter a certeza de que o Senhor trabalha ao nosso favor, de que Ele não abandonou a Sua Palavra, de que Ele vela para à  cumprir (Jer 1:12).
Que hoje possamos depositar toda a nossa confiança, nossa esperança no Senhor Deus, pois mesmo que não estejamos contemplando ainda a nossa vitória certamente ela virá se nós não desistirmos dela.
Uma semana abençoada a todos.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

"Como a si mesmo"


“...e amar ao próximo como a si mesmo...” (Mc 12.33)

Precisamos alimentar muito bem dois tipos de relacionamentos indispensáveis a uma vida feliz e abençoada: o vertical, com Deus, e o horizontal, com o próximo.  

Quando lemos esses mandamentos: “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, nossos olhos se fixam nos termos “Deus e próximo”. Mas hoje quero que reflita no pronome “si”, que representa você.

Como alguém poderá amar ao próximo “como a si mesmo” se não se ama? Na adolescência, desencadeia-se, em muitas pessoas, um “espírito de autocrítica negativo” que leva a um quadro de baixa autoestima muito prejudicial, o qual pode se arrastar pela vida toda.

Não é bom ser como aqueles que se acham “os donos da cocada preta”, mas não gostar de si mesmo, desvalorizar-se o tempo todo é muito sério. Deus fica triste com isso!

A Palavra diz que somos a coroa da criação do Senhor, obra-prima do Pai, a “menina dos olhos” de Deus. Como você se sentiria se comprasse um presente muito caro para alguém que ama demais e essa pessoa o desprezasse? Se está desprezando a sua vida, está rejeitando o presente de Deus, comprado pelo sangue de Cristo, porque Ele o amou tanto que morreu em seu lugar. Valorize-se!


terça-feira, 9 de julho de 2013

"Uma rachadura chamada Rejeição..."

Não raramente podemos carregar por muito tempo em nossa vida uma raiz de rejeição. Uma semente que foi lançada e conseguiu acesso ao solo do coração. Silenciosamente as raízes desenvolveram e aprofundaram-se, sustentando assim futuros galhos e frutos talvez conhecidos hoje por atitudes e decisões.
A raiz é um ponto de partida, é ela que fornece aos galhos e frutos apoio e nutrição. Se os frutos são bons, boa é a raiz, o contrário também acontece: maus frutos, raízes más.
Se alguém não os receber nem ouvir suas palavras, sacudam a poeira dos seus pés quando saírem daquela casa ou cidade Mt 10.14.
Neste versículo, Jesus está ensinando aos discípulos como lidar com a rejeição. “Sacudam a poeira dos seus pés.”
É como se Ele dissesse: não se importem, não permitam que esta semente de rejeição ache um solo fértil para criar raízes em seu coração, porque certamente se criar, afetará os seus frutos.
Não leve nada daquela casa ou cidade, sacuda seus pés para que ao vê-los não recorde do fato e este ganhe importância.
Em Lc 10.16 diz que Aquele que lhes dá ouvidos, está me dando ouvidos; aquele que os rejeita, está me rejeitando; mas aquele que me rejeita, está rejeitando aquele que me enviou
Jesus nos orienta ä não nos importarmos, porque Ele se importa por nós, porque Ele toma a nossa dor quando alguém nos rejeita e nos maltrata. Como um pai/mãe que ao ver seu filho sendo rejeitado, toma suas dores e sente tão rejeitado quanto.
O medo da rejeição é como uma rachadura na fundação de uma casa. Tudo que é construído sobre esta fundação não está seguro e sempre que aparece uma chuva mais forte ou uma tempestade, causa danos, a menos  que a mesma seja definitivamente concertada.
Se um relacionamento, seja ele conjugal, familiar, amigável, entre outros, foi construído sobre esta fundação com rachadura, qualquer chuva mais forte assusta, o medo a insegurança entram em cena, e com ela tudo se desestrutura.
Uma palavra mais ríspida, uma falta de atenção, uma opinião/comentário pode causar um caos neste relacionamento e e o mesmo, ser destruído, simplesmente porque tudo que não te faz sentir aceito (a), aciona diretamente o botão do pânico o medo de sentir a dor da rejeição.
A ideia de ter que suportar esta dor da rejeição geralmente é maior do que ela em si.
A rejeição é uma arma muito usada por Satanás contra as pessoas. Quando implantada ela dá frutos como medo, insegurança, necessidade de aceitação e reprovação pessoal.
 A dor da rejeição geralmente faz com que as pessoas ajam com medo em vez de agirem com ousadia.
Se estivermos edificando nossas vidas sobre o que as pessoas acham e falam sobre nós, como nos tratam ou sobre os erros do nosso passado, estamos construindo sobre a areia.
Por isso o Senhor nos alerta a esquecermos das coisas que para trás ficam, e prosseguir.
Porque Ele tem pensamentos bons a nosso respeito, pensamentos de Paz, para nos dar o fim que desejamos..
Por isso pare de ouvir e aceitar as sugestões que o inimigo tem lançado em sua mente, e coração, e passe a ouvir e crer naquilo que o Senhor diz e fez por você..
 Ele nos elegeu Nele antes da fundação do mundo, e o nosso nome está na palma de suas mãos.
 Você é a maior obra, mais perfeita e bela,  feita pelas mãos do nosso Pai.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

"As mesmas Desculpas"


·         Decepção
·         Panelinha
·         Não me encaixo em nenhum ministério
·         Falta de tempo
Você já parou para pensar em quantas desculpas dá no decorrer do seu dia?
O homem é um ser que desde o princípio tem o vício de dar desculpas e para provar isso, vamos direto ao primeiro homem que pisou nesta terra: ADÃO!
E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?
Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.
Genesis 3: 11-12
Após ler estes versículos podemos pensar o seguinte: Se até Adão deu desculpa, por que eu não poderia?
E se você também pensou nisso e não havia dado nenhuma desculpa no dia de hoje, eis que você acabou de marcar um ponto no seu placar.
Já estamos cansados de ouvir de nossos amigos que um dia frequentaram os cultos como nós fazemos hoje que se distanciaram da igreja porque estão desiludidos, desapontados, tristes com as pessoas que fazem parte do corpo ministerial.
As desculpas são sempre as mesmas, mas você já parou para pensar em como deve reagir a isso? Qual deve ser sua reação ao ouvir esse tipo de desculpas de seus amigos ou familiares? Qual deve ser sua reação ao se sentir pronto para dar uma desculpa?
Se você tivesse certeza absoluta que Jesus voltaria no dia de hoje, você manteria essa desculpa?
Se nós agirmos da mesma maneira que todas as outras pessoas agiram, nós só conseguiremos atingir os mesmos resultados que elas conseguiram.
Precisamos vencer a nós mesmos diariamente para alcançarmos um nível mais profundo de intimidade com Deus.
Vencer nossa natureza não é tarefa fácil, é preciso ter muita determinação, é preciso deixar o orgulho de lado e mais do que isso, é preciso depender totalmente de Deus.
Uma coisa é certa, usar de qualquer desculpa para se afastar de Deus não é um plano de sucesso. Todos nós já sabemos que essa atitude só nos leva para longe de nós mesmos, para longe dos nossos sonhos e dos sonhos de Deus para nós. Se o fim da desculpa é a solidão, por que não nos comprometemos a agir de outra forma?

Dê uma chance a si mesmo, tente viver um dia inteiro sem dar uma desculpa e sinta o prazer da liberdade fluindo em você.

terça-feira, 2 de julho de 2013

"É questão de envolvimento"

Muitos ficam maravilhados com Homens de Deus que conseguem citar a bíblia “de cor” que sabem exatamente o endereço bíblico, capítulo e versículo...  
E outros tantos se sentem frustrados porque não conseguem se quer lembrar o dia da sua conversão, ou Batismo...

Alguns dizem que leem a bíblia, mas alegam que isto não acontece com eles...e porquê? Porque não estão se enchendo da Palavra!
Compreenda isto: eu não tenho a responsabilidade de decorar a Bíblia, mas sim de encher-me dela através da leitura e da meditação... Quanto ao lembrar-me, depois de encher-me, o Espírito Santo fará com que isto aconteça.

Mas o problema da maioria dos crentes é que eles não dão material ao Espírito Santo; não se enchem da Palavra, e, logicamente, não a lembrarão.
Por exemplo: há pessoas que são um verdadeiro estoque de piadas; para cada momento e ocasião elas têm algo engraçado a contar. E alguns chegam a surpreender pela grande quantia de piadas que contam. Como conseguem lembrar-se de tantas piadas?  Não é a memória da pessoa em si que é tão extraordinária; é o fato de ela envolver-se com as histórias cômicas! É o gosto pelas piadas, a quantia de vezes que as ouvem e contam... é o envolvimento! Essas pessoas enchem-se de piadas!

Agora não me venha dizer que você não se lembra da Bíblia porque sua memória não é boa... A verdade é que você não se enche dela!
Se você pegar um número de telefone de uma pessoa estranha, e ligar-lhe uma única vez você não vai se lembrar do número pelo resto da vida... Mas o telefone de um familiar, amigo (a), namorado (a), não nos esquecemos.

É uma questão de envolvimento.

Quando vejo um mecânico desmontar e montar novamente o motor de um carro, penso: Como ele se lembra onde é que vai cada parafuso e peça? No entanto, ele não ficou duas ou três semanas decorando a ordem das peças para depois lidar com o motor. É um processo. É algo paulatino.

Ele simplesmente foi envolvendo-se com o seu trabalho até dominá-lo! Semelhantemente, se nos envolvermos com a Palavra dia a dia, não precisaremos nos esforçar para decorar nada!

Não seja superficial, encha-se da Palavra!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

"Idiotice!!"

A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, perdas de emprego, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal ...do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele. 

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? Hahahahahahahahaha... 

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não. 

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! 

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. 

Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora? A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche! (Arnaldo Jabor)


domingo, 30 de junho de 2013

“FUNDAMENTO”

Mt 7:24-27Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha.E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda.

Todo mundo sabe que para se construir uma casa, mais do que um belo acabamento é preciso um terreno firme e um bom alicerce. Gastamos tempo e dinheiro cavando fundo e construindo o tipo de fundação adequado, que receberá a carga das paredes da construção.

Quando a casa está pronta, o terreno e o alicerce não estão visíveis , mas são responsáveis pela sustentação da obra. Quando vem os ventos e as tempestades, a casa permanece em pé.

A vida de um homem é comparada a construção de uma casa. Se quisermos que ela fique firme, é preciso que seja construída sobre a rocha, que é Cristo.

Precisamos cavar bem fundo , mais atento aos alicerces do que  a fachada. Então, quando passarmos pelas tempestades – as dificuldades da vida – não desabaremos.

Mas há também outra situação:  quem ouve a palavra e não pratica é comparada a construtores que edificam suas casa sobre a areia. Estão buscando a facilidade, pois não precisam de esforço  para cavar na areia e pode construir perto da praia uma linda casa, que um dia vai desmoronar. Qual destas construções retrata sua vida?

Um Pastor andava pela rua quando cruzou com um homem bêbado, que levantou os braços e o chamou para conversar. O Pastor, então, disse que ele precisava de Jesus. O homem alegou não ter religião, mas disse que ser cristão era algo muito serio  e ele não iria se esconder atrás da bíblia. Veja como até uma pessoa que mal pode controlar seus passos e pensamentos sabe que ser seguidor de Jesus não é carregar uma bíblia, ir á  igreja, e ter uma certa aparência de santidade.

De nada adianta ouvir as palavras de Jesus, conhecer os ensinamentos bíblicos  e saber o que se deve fazer se o que foi aprendido, não for praticado.

Pela graça de Deus, o cristão é um novo homem que busca viver conforme o que aprende da palavra, o fundamento de sua vida.


Ser Cristão é mais do que falar, é praticar!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

"Valores Perdidos"

Há algo errado com o nosso mundo. Alguma coisa fundamental e basicamente errada. Nós não precisamos olhar muito longe para enxergar isto. E quando paramos para analisar a causa dos males de nosso mundo, muitas coisas me vêm à mente.

Seria devido ao fato de não sabermos o suficiente? Não pode ser isto. Porque em termos de acumulação de conhecimento, nós sabemos mais hoje do que os homens conheciam em qualquer outro período da humanidade. Nós temos os fatos à nossa disposição. Nós sabemos mais sobre Matemática, Ciências, Ciências Sociais (e abra-se um parêntese para “redes sociais”), Filosofia, Psicologia, Política e Religião do que nós nunca soubemos em qualquer período da história do mundo. Então, não pode ser porque nós não sabemos o suficiente. Não pode ser isto, porque nosso progresso científico sobre os anos passados tem sido surpreendente. Embora com tanto conhecimento, há ainda a falta de conhecimento sobre Deus ( Os 4:6 diz que o povo de Deus tem sido destruído por falta de entendimento/conhecimento sobre ELE).


Seria por falta de tempo? O homem através de seu gênio científico tem encurtado distâncias e reduzido tempos. Fato é que hoje é possível tomar o café da manhã em Nova York e cear em Londres, na Inglaterra. Por volta de 1753, uma carta levava três dias para ir de Nova York a Washington, e hoje você pode ir daqui até a China em menos tempo que isso. Não pode ser porque o homem esteja estagnado quanto aos progressos científicos. A genialidade científica do homem tem sido assombrosa. Mas ainda assim o homem não sabe aproveitar o tempo que lhe resta...


Talvez temos que olhar mais profundamente o que temos feito para encontrar a real causa dos problemas humanos e dos males deste mundo de hoje. E se nós queremos mesmo encontrar teremos que olhar dentro dos corações e da alma dos homens.

Assim somos pegos em um mundo complicado. O problema é com o próprio homem, na alma do homem. Nós não aprendemos como ser justos, e honestos, e gentis, verdadeiros e amáveis. Está é a causa de nosso problema. O verdadeiro problema é que através de nossa genialidade científica nós fizemos do mundo uma vizinhança, mas através de nossa moral e genialidade espiritual nós falhamos em torná-lo uma irmandade.

E o grande perigo que enfrentamos hoje não é tanto pela bomba atômica que foi criada pelos físicos. Não tanto por aquela bomba que você pode colocar em um avião e jogá-la sobre a cabeça de centenas de milhares de pessoas – embora não ignoramos sua potencia, e perigo avassalador... Mas o perigo verdadeiro que confronta a civilização de hoje é aquela bomba atômica que está no coração dos homens, capaz de explodir no ódio mais vil e no mais destrutivo egoísmo — Esta é a bomba atômica que devemos temer hoje.

O problema está no homem. Dentro dos corações e das almas dos homens. Esta é a verdadeira causa do nosso problema.


Se nós queremos seguir em frente hoje, temos que voltar para reencontrar alguns poderosos e preciosos valores preciosos que deixamos para trás. É o único caminho que nós seríamos capazes para fazer de nosso um mundo um mundo melhor, e para fazer deste mundo o que Deus quer que ele seja com um significado e propósito real. A única maneira que nós podemos fazer é voltar, para redescobrir os valores mais preciosos e poderosos que deixamos para trás.

Nossa situação no mundo de hoje, retrata um popular acontecimento tomou lugar na vida de Jesus... Quando Jesus tinha cerca de 12 anos de idade, os pais de Jesus o levaram para Jerusalém. Era um acontecimento anual, a festa da Páscoa, e eles subiram para Jerusalém e levaram Jesus consigo. E eles ficaram ali por poucos dias, e depois de estarem por lá, eles decidiram voltar para casa, para Nazaré. Então eles partiram. O pai provavelmente viajava na frente, e a mãe junto com as crianças, atrás. Eles não tinham as comodidades modernas que nós temos hoje. Eles não tinham automóveis, nem metrôs ou ônibus. Eles andavam a pé, viajavam sobre jumentos e camelos. Então eles viajavam muito devagar, mas era a tradição do pai guiar o caminho.
Eles deixaram Jerusalém, caminhando de volta para Nazaré, provavelmente eles caminharam um pouco, sem olhar para trás para ver se todo mundo estava lá. Eles seguiram jornada de um dia, e pararam, (e eu imagino para checar, para ver se tudo estava em ordem). E eles descobriram que alguma coisa muitíssimo preciosa estava faltando. Eles descobriram que Jesus não estava com eles. Jesus não estava no meio. E assim eles fizeram uma pausa e procuraram e não o viram em volta. E eles foram e começaram a procurar no meio da parentela. E eles voltaram até Jerusalém e o encontraram ali no Templo, junto com os doutores da lei.

Os pais de Jesus observaram que ele tinha partido, e que eles tinham perdido um valor muitíssimo precioso. Eles tiveram senso o bastante para saber que antes de seguir em frente para Nazaré, eles tinham que voltar a Jerusalém para reencontrar este valor. Eles sabiam disso. Eles sabiam que não poderiam ir para casa em Nazaré, sem que voltassem a Jerusalém.

Algumas vezes, você sabe que é necessário retroceder a fim de seguir em frente. Isso é uma analogia da vida. É como alguém que precisa seguir um destino, e no meio do caminho percebe que pegou a pista errada, e invariavelmente ele sabe que terá que retornar, retroceder, pegar um retorno se ele quiser realmente chegar ao seu destino.

E isso é  que nós temos que fazer em nosso mundo de hoje. Nós temos deixado muitos valores preciosos para trás; nós temos perdido muitos valores preciosos. E se nós quisermos seguir em frente, se nós quisermos fazer um mundo melhor para se viver, nós temos que voltar. Temos que reencontrar estes valores preciosos que nós deixamos para trás.

O primeiro princípio de valor que nós necessitamos redescobrir é este: que toda realidade depende de fundamentos morais. Em outras palavras, que este é um universo moral, e que há leis morais suportando o universo tanto quanto leis físicas. Eu não estou bem certa se todos nós cremos nelas. Nós nunca duvidamos que haja leis físicas no universo, que nós devemos obedecer. Nós nunca duvidamos disso. E por isso, nós não pulamos de um avião ou saltamos de altos edifícios por diversão – não fazemos isto. Porque inconscientemente nós o sabemos intuitivamente, e assim não saltamos do mais alto prédio por achar isto divertido – nós não fazemos isto. Porque nós conhecemos que existe a Lei da Gravitação Universal. Se nós desobedecermos a ela, sofreremos as consequências.

Mas tenho dúvidas se nós sabemos que há leis morais que suportam o universo tanto quanto as leis físicas. Se nós realmente cremos que existe a lei do amor no universo, e que se desobedecê-la, você sofrerá as consequências.
Pelo menos duas coisas me fazem duvidar de que muitos de nós não acreditamos nela, que nós temos nos desgarrado do princípio que este é um universo moral.

A primeira coisa que nós adotamos neste mundo moderno é uma espécie de relativismo ético. Isto é; O que temos aceitado sobre a atitude do que é certo e o errado são meramente relativos para nossas convicções.
Grande parte das pessoas não podem defender suas convicções, porque a maioria pode não estar fazendo isto. Veja, se a maioria não está fazendo isto, então nós devemos estar errados. E desde que todo mundo esteja fazendo isto, isto deve ser o certo. Uma espécie de interpretação numérica do que é o certo.
Algumas coisas estão certas e algumas, estão erradas. Eternamente assim, absolutamente assim. É errado odiar. Isto sempre tem sido errado e sempre será errado. É errado na América, é errado na Alemanha, é errado na Rússia, é errado na China, e é errado no Brasil também.
Era errado em 2000 antes de cristo, era errado em 1954 A.D, e é errado agora em pleno século 21. Está errado jogar fora nossas vidas em um viver sedicioso. Não importa se alguém em qualquer lugar do mundo esteja fazendo isto, é errado.
Está errado em qualquer época e está errado em cada nação. Algumas coisas são certas e algumas coisas são erradas, não importa se alguém está fazendo o contrário. Algumas coisas do universo são absolutas. O Deus do universo as tem feito assim. E contanto que adotemos esta atitude relativa em relação ao certo e ao errado, estamos nos revoltando contra as mesmas leis do próprio Deus.
Isto não é a única coisa que me convence de que estamos desviados do caminho desta atitude, deste princípio.
A outra coisa é que temos adotado uma espécie de teste pragmático para o certo e errado – aquilo que funcionar é o “certo”. Se funcionar, está jóia. Nada está errado, a não ser aquilo que não funciona. Se você não foi apanhado, é o certo. Esta é a atitude, não é? Tudo bem, em desobedecer os Dez Mandamentos, mas apenas não desobedeça o décimo primeiro: Não se deixe apanhar! Esta é a atitude. A atitude prevalecente em nossa cultura.
Não importa o que você faça, apenas o faça com um pouquinho de classe. Sabe, o tipo de atitude da sobrevivência do mais esperto. Não a sobrevivência Darwiniana do mais apto, mas a sobrevivência do mais liso, o mais esperto – é aquele que está certo. É muito bom mentir, se mentir com dignidade. Tudo bem em furtar, em roubar e extorquir, mas o faça com um pouquinho de finesse. E até é muito bom odiar, mas vista seu ódio apenas com trajes de amor e faça transparecer que você esteja amando, quando você está odiando de fato. Apenas vire-se! É assim que é o certo segundo esta nova ética.

Esta atitude está destruindo a alma de nossa cultura. Está destruindo nossa nação. Aquilo que nós necessitamos nos dias de hoje é um grupo de homens e mulheres que queiram defender o certo e resistir ao errado, onde quer que for. Um grupo de pessoas que precisam vir para ver que algumas coisas estão erradas, mesmo se eles nunca são pegos. E algumas coisas são certas, mesmo que ninguém veja você fazendo ou não.

O nosso mundo depende de uma fundação moral. Deus o fez assim. Deus fez o universo para ser baseado em uma lei moral. Se o homem desobedecê-la, está se revoltando contra Deus. Isto é tudo o que precisamos no mundo de hoje: pessoas que sustenham o certo e a bondade. Não é o bastante conhecer as firulas da zoologia e da biologia, mas nós temos que saber as intricações da Lei. Não é o bastante saber que dois e dois são quatro, mas temos que saber de qualquer maneira aquilo que é certo, para ser honestos com nossos irmãos. Não é o bastante conhecer nossas disciplinas matemáticas e filosóficas, mas nós temos que conhecer as simples disciplinas de ser honesto e amoroso para com toda a humanidade. Se nós não aprendermos isto, nós nos destruiremos a nós mesmos, pelo abuso de nosso próprio poder.
“Nenhuma mentira pode viver para sempre, a verdade, quando esmagada na terra, se levantará novamente”.
Ou seja, “Você ceifará aquilo que plantar” Esta é uma lei de sustentação universal. Este é um universo moral. Ele depende de fundações morais. Se nós queremos fazer disso um mundo melhor, temos que voltar e redescobrir os valores preciosos que deixamos para trás.

E depois, há uma segunda coisa, um segundo princípio que nós temos que voltar e redescobrir. E isto é aquilo que controla toda realidade espiritual. Em outras palavras, nós temos que voltar e redescobrir o princípio que há um Deus por trás do processo.
Pois o fato de nós estarmos na Igreja, nós cremos em Deus, nós cantamos e oramos, e vamos para a igreja – nós cremos em Deus, mas nós devemos lembrar que é possível afirmar a existência de Deus com nossos lábios, e negar sua existência com nossas vidas!

O mais perigoso tipo de ateísmo não é o ateísmo teórico, mas o ateísmo prático. Este é o mais perigoso tipo. E o mundo, e mesmo a igreja, está repleta de pessoas que prestam culto com os lábios em lugar de um culto com a vida. E sempre há um perigo em que nós deixamos transparecer externamente que nós cremos em Deus, quando internamente não. Nós dizemos com nossas bocas que nós cremos nele, mas vivemos nossas vidas como se Ele nunca tivesse existido. Isto é o perigo sempre presente confrontando a religião. Isto é um tipo perigoso de ateísmo.


Talvez nós temos inconscientemente deixado Deus para trás. Agora, nós não temos feito isso conscientemente; mas inconscientemente. Os pais de Jesus seguiram uma jornada de um dia inteiro sem saber que ele não estava com eles? Eles não o deixaram para trás conscientemente. Foi sem querer; seguiram um dia inteiro e nem mesmo sabiam disso. Não foi um processo consciente. Nós não crescemos para dizer: “Agora Deus, adeus! Nós vamos deixar o Senhor agora.” O materialismo na América, e ao redor do mundo tem sido algo inconsciente. Com a crescente tecnologia, a ascensão financeira de alguns (muitos), as crescentes invenções, com seus aparelhos, e bugingangas, bem como de todas as coisas do conforto moderno, nós inconscientemente deixamos Deus para trás. Nós não pretendíamos isto.

Apenas ficamos envolvidos em conseguir nossas contas bancárias graúdas que nós inconscientemente nos esquecemos de Deus. Nós não pretendíamos fazer isto. Nós ficamos tão envolvidos em conquistar nossos carros de luxo, e eles são mesmo ótimos, mas nós ficamos tão envolvidos nisso, que isto se tornou muito mais conveniente dirigir até à praia no domingo à tarde do que vir para a Igreja. Isto foi inconscientemente, não pretendíamos fazer isto.

Ficamos tão envolvidos e fascinados pelas tramas da televisão que nós achamos um pouco mais conveniente ficar em casa do que vir para a Igreja. Foi uma coisa inconsciente. Nós não pretendíamos fazer isto. Nós não apenas nos levantamos para dizer “ Agora Deus, nós vamos embora”. Nós temos seguido uma jornada de um dia inteiro, e então nós vimos que nós inconscientemente conduzimos Deus para fora do universo. Um dia inteiro de jornada – não queríamos fazer isto. Nós apenas ficamos tão envolvidos nas coisas que nós nos esquecemos de Deus.

E este é o perigo que nos confronta, que em uma nação como a nossa, com tantos recursos, tantas riquezas, embora mal distribuídas, onde há tantas conveniências e luxo e tudo o mais, há o perigo de que nós inconscientemente, nos esqueçamos de Deus. Eu não estou afirmando que aquelas coisas não sejam importantes; nós precisamos delas, nós precisamos de carros, nós precisamos de dinheiro; de tudo o que é importante para viver. Mas sempre quando elas se tornam em substitutos de Deus, elas são prejudiciais.

Nenhuma dessas coisas podem jamais ser substitutos reais para Deus. Automóveis e metrôs, TVs e rádios, dólares e centavos, nunca podem ser substitutos de Deus. Porque muito antes da existência delas, nós necessitamos de Deus. E por muito tempo depois que elas tiverem passado, nós ainda necessitaremos de Deus.
Precisamos regressar, e colocar a base de nossa fé em Deus, saber que sem Jesus a caminhada ser;a muito mais longa, e a jornada muito mais difícil.


Que tenhamos convicção de que este Deus vai durar para sempre. Tempestades podem vir e ir. Nossos grandes edifícios arranha-céus podem vir e ir. Nossos belos automóveis virão e passarão, mas Deus estará aqui. As plantas podem desaparecer, as flores podem murchar, mas a palavra de nosso Deus permanecerá para sempre e nada pode impedi-la.

Se desejamos seguir  em frente, devemos voltar lá atrás e redescobrir estes valores preciosos: que toda realidade depende de fundamentos morais e que toda realidade tem um controle espiritual.


Deus abençoe vocês!

terça-feira, 18 de junho de 2013

"EU"

As duas letras unidas que formam o título deste texto dizem respeito ao maior homicida da espiritualidade que habita em cada um de nós. O “eu” de mim mesmo é quem sempre me impediu de compreender a ironia do Evangelho, ou seja, o discurso de que devo viver em favor dos outros, conforme a mente alheia, me importando, sobretudo, com as convicções dos “eus” que estão fora de mim.
“Testemunho” é uma palavra banalizada. Não se trata apenas de compartilhamento de experiências espirituais. Testemunho, na verdade, é um sacrifício do cristão quando pode agir de forma lícita em alguma ocasião, mas não procede, pela consciência de que sua ação pode se tornar um escândalo aos olhos de quem a presenciar. Não foi por outro motivo que Paulo, artesão de vidas e tendas, disse: “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém” [1Co 10.23].
Jesus veio e substituiu o “pode” e o “não pode” pelo “depende”. Ele não trouxe uma nova lei fria, e sim concedeu a todos os cristãos algo que os judeus nunca desfrutaram: o direito de avaliação racional e espiritual para definir o próprio comportamento em situações simples ou complexas. Por isso, toda ação pública de um cristão precisa ser balanceada junto a conceitos culturais, sociais, morais e religiosos de um determinado lugar, durante determinado tempo.
Essa é a ética do Reino: julgar todas as coisas, reter o que é bom e privar o outro de confusão ideológica.A maior prova do amor ao próximo consiste nesta abstinência. Deixar de ingerir álcool, de fazer tatuagem, de ir a algumas festas, de usar certas roupas, de ouvir determinadas músicas, são atitudes maduras de alguém que avalia o seu contexto e o texto sagrado. Porém, infelizmente, ainda existe uma enorme quantidade de cristãos contaminados pelo que chamamos de “lairribeirismo”, que diz: “o que as pessoas pensam sobre você não é problema seu, é problema delas” (Lair Ribeiro).
O individualismo prático consolida o egoísmo e nos torna participantes de direitos que não existem, como o de viver sem se importar e o de se importar sem se abster. Você deve prestar contas a quem tem a mente fraca. Você deve acolher o legalista e o liberal com sabedoria, sem culpá-los pelo extremismo. Já dizia o velho Batman, o zelote de Gotham: “Não é quem eu sou por dentro, mas sim o que eu faço, é que me define.” Definitivamente, você é o que as pessoas dizem por aí.