segunda-feira, 2 de setembro de 2013

" Perdendo a visão"



"Guia-me na tua verdade, e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; por ti estou esperando todo o dia." Sl 25:5

Na estrada de minha casa, há um pasto onde vivem dois cavalos. De longe, parecem cavalos normais, mas, quando olhamos bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele, ao contrário ele até arranjou um amigo, um cavalo mais jovem. Isto é de admirar!

Ao observá-los, ouviremos um pequeno sino, e este está no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está o seu companheiro e vai até ele.

Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo.

Percebemos que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes ele, para, então, espera para que o outro possa alcançá-lo. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.

Como o dono, desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio, quando precisamos.

Algumas vezes somos como o cavalo cego, guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas. Outras vezes, somos como o cavalo guia, ajudando outros a encontrar seu caminho. (autor desconhecido).

E é assim conosco também... Muitas vezes perdemos a nossa visão, talvez um problema, uma decepção, uma perda, uma doença, um casamento desfeito, uma promessa que não chega, um tempo novo que não vem, tudo isso nos torna cegos.. E então deixamos de crer, de acreditar no agir de Deus, em suas promessas e até mesmo em seu Amor por nós.

Passamos a ser guiados pelas circunstancias, pelas dores, frustrações, e deixamos de enxergar o que acontece à nossa volta, deixamos de perceber o Amor de Deus através das pessoas que Ele tem colocado em nossas vidas.

Maria e Marta estavam assim.. Mesmo sabendo que Jesus as amava, mesmo tendo um bom relacionamento com o Mestre, mesmo tendo estado à mesa com Ele por tantas vezes, no momento em que “perderam seu irmão” (aparentemente haviam perdido), elas passaram a olhar para todas as circunstancias adversas.

E não eram poucas:
- Seu irmão morto (A morte era real em sua casa);
-A angustia de não poder voltar atrás (porque já cheirava mal, havia acabado..)
- Perdendo a luta para o tempo (porque já havia quatro dias)
- A decepção pelo amigo que não vinha (porque Jesus demorou-se até estar com se irmão Lázaro).

E assim quando Jesus chegou logo elas o interrogam, o colocaram na parede, atribuíram a Jesus a “culpa” pela morte de seu irmão. “Se estivesses aqui meu irmão não teria morrido”...

Será que você não está nessa condição? Será que ao invés de crer, de enxergar o tamanho do Deus que pode ressuscitar você tem culpado a Ele, por todos os teus problemas?

Lázaro estava morto, cheirava mal, estava envolto em lenços. Suas duas irmãs estavam vivas, livres.. Lázaro era aquele que “parecia estar cego” e as duas irmãs fisicamente eram as “que enxergavam.”

Jesus chamou: Lázaro sai para fora!!

[...]Ao observá-los, ouviremos um pequeno sino, e este está no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está o seu companheiro e vai até ele...

E assim como o cavalo da história Lázaro embora cego, morto “ouviu” o som da voz de Jesus..) e era como aquele sino mostrando o caminho. Pelos olhos da fé, Lázaro passou a enxergar uma nova vida que o Senhor acabara de lhe oferecer. (o cavalo cego sabe onde está o seu companheiro e vai até ele.)

Jesus AMAVA a Lázaro e foi ao seu encontro, mas Ele AMAVA também suas duas irmãs (Marta e Maria), e não as julgou, não as desprezou ao contrário depois ceiou com eles.. (Jo 12-1-2)

E sabe por quê? Porque como o dono dos dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas, ou desanimamos, ou perdemos muitas vezes a fé.. Mesmo muitas vezes não crendo Nele, Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio, quando precisamos.

E o resultado dessa história está em JO 11:45:

Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que fizera Jesus creram Nele.


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

" Qual o mundo que nós devemos Amar??"



“Não ameis o mundo e nem as coisas que há no mundo” (1 João 2:15).

João evangelista nos ensina que não devemos amar o mundo. No entanto, o próprio João foi quem registrou as palavras de Jesus: “[...] Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu filho [...]”.  Parece uma contradição. Não devemos amar o mundo, mas Deus amou/ama a ponto de entregar o seu filho por ele. Como resolver a questão?

O evangelista João gosta e muito de uma palavra grega, a qual utilizou diversas vezes em seus escritos para designar o “mundo”.  A palavra é “kosmos”.  Mas há uma diferença no uso desta palavra. Nas palavras de Jesus em João 3:16, Deus amou o mundo, o que quer dizer a humanidade. Deus amou o mundo, ou seja, as pessoas sobre a terra. Deus deu o seu filho para  a salvação de todos os habitantes da terra. “Assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens” (Rm 5:18). Este é o mundo que precisamos amar: as pessoas.

Assim como nosso Deus e Pai, precisamos nutrir este amor pela humanidade. Amor compassivo e misericordioso, que olha e se coloca na miséria do outro. Isso inclui amar nossa família, nossa igreja, a tia da padaria, o chefe chato, o menor assaltante, o traficante, o estuprador, o padre pedófilo, o pastor canastrão, o empresário sonegador e o político corrupto. Todos esses que foram no passado alvos do amor de Deus através do sacrifício de 

Jesus continuam sendo hoje através da Igreja, ou seja, de nós. É o amor que transforma. É o amor que aceita como é, mas não deixa como está.
Mas existe outro sentido para o uso do “kosmos”. E esse outro sentido de mundo é o que devemos odiar. Vai além do que concebemos como mundo, normalmente descrito como o lugar além das quatro paredes da igreja, onde vivem pessoas que não professam a mesma fé que a nossa.  Mais do que isso, mundo é este sistema formador de vítimas. Um sistema que influencia a realidade econômica e faz com que poucas pessoas acumulem muito dinheiro ao passo que muitas pessoas vivam com pouco dinheiro e com isso não possuem acesso a direitos humanos fundamentais e, portanto, vivem em condição de extrema vulnerabilidade.

Este sistema também influencia a realidade social, fazendo com que pessoas sejam excluídas de espaços e sociedades por conta de suas características contrárias e discriminadas pela maioria local, como cor, credo, orientação sexual, classe social. O sistema mundano influencia, ainda, a realidade espiritual, quando é administrado por pessoas sem escrúpulos, que assumem papéis de liderança, manipulando poderes espirituais e usurpando o acesso a uma espiritualidade sadia, pura e simples. Este último ponto me leva a entender que não necessariamente, igrejas estejam fora do mundo. É o mundo que não devemos amar.

Como discípulos de Cristo que somos, não devemos amar e corroborar com um sistema que leva um menor de 18 anos a sacar uma arma e assassinar um pai de família; não devemos amar um sistema que exclui do mercado de trabalho pessoas negras; devemos sim combater um sistema que leva pessoas a praticarem uma série de práticas religiosas infundadas, atos proféticos e outras práticas ridículas no intuito de “agradar a Deus”. Devemos odiar este mundo (sistema formador de vítimas) porque ele tira a dignidade do mundo (humanidade) que devemos amar porque Deus o ama.

É nesse pensamento que devemos viver. É este o nosso modelo de vida. Que há sim, portanto, o mundo que devemos odiar. É este sistema que transforma criaturas de Deus em vítimas. E há também o mundo que devemos amar: a humanidade. E assim funciona o “sistema” do Reino: transformando criaturas em filhos de Deus.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

"Vencendo A Morte"

"Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas" (Ap 2:5).



"A morte espiritual afasta uma pessoa da família celestial,da mesma forma que a morte física afasta uma pessoa da família terrestre." 

Muitas vezes sentimos que não há mais paz em nossos corações, que não há mais alegria em nossa alma, que não temos mais prazer em louvar a Deus, que não sentimos mais
nada quando oramos ou lemos a Bíblia. Na realidade, nossa vida espiritual está fraca, sem motivação, sem o vigor dos primeiros dias com o Senhor Jesus.

E quando isso acontece, os dias são mais angustiantes, o trabalho não nos encoraja, a ida aos cultos não nos dá mais prazer. Estamos morrendo espiritualmente...

Mas, diferente da morte física, ainda resta uma esperança. Podemos recomeçar; podemos ainda levantar os olhos para os céus; podemos novamente segurar as mãos de nosso Deus;
podemos pedir a Jesus que entre mais uma vez em nossos corações.

Caminhar longe do pecado é muito bom para a vida espiritual; longe das bênçãos de Deus, não. Caminhar longe da mentira e do ódio é muito bom; longe da verdade e do amor, não. viver longe da dúvida e da incredulidade é essencial para nosso crescimento espiritual; longe da fé e da esperança apenas apressa nossa morte.

Quando dizemos não aos enganos do mundo, vencemos a morte espiritual. Quando retornamos ao caminho do Senhor, mesmo que estejamos já bem longe, vencemos a morte espiritual. E, quando vencemos a morte espiritual, recebemos como prêmio, a vida... abundante e eterna. 


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

"O Caminho da Pureza"

É a meditação que insere a Palavra de Deus no mais profundo do nosso coração.

Pureza não é algo que se aprende uma vez e basta, somos constantemente bombardeados por tentações e pensamentos impuros. Sendo assim, como posso me manter puro? No Salmo119.9-16, vemos uma lista de orientações úteis:
·         Viva de acordo com a Palavra;
·         não se desvie dos mandamentos de Deus;
·         guarde a Palavra em seu coração; medite em seus preceitos… entre outros.

O fato é que, se quisermos ser homens e mulheres que Deus quer que sejamos, precisamos reservar um tempo para pensar em sua Palavra, meditar naquilo o que ela quer dizer a nós. É claro que precisamos estudar, aprender, memorizar, mas é a meditação que insere a Palavra de Deus no mais profundo do nosso coração.
Mas separar um tempo para se dedicar a isso anda meio difícil, não é mesmo? O excesso de ocupação em nossos dias não nos permite. Chegam a nós informações numa velocidade maior que a nossa capacidade de absorvê-las, e é muito comum não conseguir gerenciar tudo. Gerenciar a vida da gente, conciliar família, trabalho, estudos,amigos, lazer e igreja… e isso impede que a vida simplesmente aconteça. Se já é complicado encontrar um tempo até mesmo para realizar todas as nossas atividades cotidianas, como iremos nos dedicar à meditação da Palavra de Deus?
A verdade é simples e cruel. Aquilo que realmente lhe interessa, você corre para alcançar. O que menos lhe interessa vem sempre em segundo plano e nem sempre dá tempo realizar. Talvez a questão não seja a falta de tempo, mas sim de interesse. Não importa se você é novo convertido ou nasceu no evangelho, se você é jovem ou velho, o Senhor sempre exigirá isso de você: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus…”.


Não é uma tarefa nada fácil, mas precisamos acordar para essa nossa necessidade, sem reservar esse tempo para meditar na Palavra de Deus, nossa vida nunca produzirá a pureza que o Senhor deseja.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

"Religião'


Quando era criança, eu ficava um tanto confusa quando alguém criticava o termo “religião”, pois cresci ouvindo dizer que a “religião” era visto como algo bom, uma comunicação com Deus, um relacionamento pessoal com o Senhor (a palavra religião se deriva  a partir da raiz latina “religare”). Por isso eu lia ou ouvia pessoas amaldiçoando a “religião” e aquilo me incomodava profundamente. Hoje diante de tantas religiões, tantas motivações, invenções, e forçassão de barra,  entendo os que criticam a “religião” e não me chateio mais. Na verdade, até concordo com eles e por uma simples razão: finalmente compreendi que, em nossos dias, o termo “religião”  (e seus cognatos) ganhou dois significados diferentes.
O fenômeno é igual ao que ocorre com palavras como “manga”, que pode se referir a uma fruta ou a um pedaço de uma camisa; como “casa”, que pode ser a construção onde moro ou o local onde prendemos o botão da calça; como “pena”, que pode ser “dó” ou uma parte da asa de um pássaro. Sim, atualmente, a mesma palavra, “religião”, também ganhou significados bem diferentes – um positivo e outro negativo.

Ao falar sobre pecado e restauração, me vem à imagem do fio de algum aparelho eletrodoméstico que é arrancado da tomada, isso é pecado. Deus é a fonte de energia, a fonte de vida, a tomada. Nós somos o eletrodoméstico. Enquanto estivermos ligados a Deus, “conectados à tomada”, fluirá dele para nós a “eletricidade”, a vida, aquilo que nos permite funcionar. Assim, do mesmo modo que uma televisão precisa estar ligada à tomada para ter razão de ser, para cumprir o propósito para o qual ela foi criada, para termos vida nós precisamos estar ligados ao Senhor. (Ffmos na videira) Só assim teremos razão de ser, cumpriremos o propósito para o qual fomos criados.

Portanto, quando pecamos, é como se nosso fio fosse arrancado da tomada. Perdemos a conexão. Não estamos mais ligados ao Pai. Por isso, precisamos nos re…ligar a Deus. Isto é, nos ligar novamente à fonte de vida. Religar. Essa é a origem do termo “religião”: vem do latim religare, que se refere a essa religação. Portanto, sempre que você ouvir falar de “religião” no sentido da  “religação entre o pecador e Deus”, sorria! Esse é um bom significado. Essa é a boa religião. E não deve ser criticada ou amaldiçoada. Nesse sentido, “religiosa” é somente uma pessoa que foi reconectada a Cristo. E glória ao Senhor por isso: bendita a religião, que permitiu que a graça transformasse o pecador em um religioso.

Mas existe também o sentido negativo. Aos olhos de muitos, o termo perdeu o sentido original de “religação”. E hoje entendo isso. O exemplo maior do conceito negativo de “religião” está na parábola do bom samaritano.
“[Certo intérprete da Lei]  perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo? Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo. Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo. Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar. Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo.”

Repare: aquele sacerdote e aquele levita (que passaram ao largo, não deram a mínima para quem estava ali, caído, e foram cuidar da própria vida) são “religiosos” – no pior sentido. Eles cumprem tudo o que a religiosidade estipula, obedecem as normas , os dogmas, … enfim, aos olhos dos homens aquele sacerdote e aquele levita são servos corretíssimos de Deus. Seguem a cartilha da fé ao pé da letra. Só que tem há porém: em seu coração eles não amam o próximo. Isso é o sentido negativo que o conceito de “religião” ganhou em nossos dias: é o estilo de vida de quem exteriormente é o supra-sumo da espiritualidade, mas por dentro é cheio de desamor.
 É exatamente o que Jesus chamou de um “sepulcro caiado”. Pois Jesus define o “sepulcro caiado” como alguém que parece justo por fora, mas por dentro está  cheio de hipocrisia e maldade – o que, pelo meu entendimento, é resultado direto da falta de amor.

Tiago 1.27 diz: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”. A palavra, no original grego, traduzida aqui por “religião”, é thrēskeia, que tem exatamente o sentido do cumprimento de práticas litúrgicas, de normas e regras ditadas pela fé, de observâncias cerimoniais. O irmão de Jesus estava fazendo uma alusão direta aos fariseus e outros mestres da Lei, explicando que tudo aquilo que eles cumpriam como parte de sua religiosidade (rituais, obediência à Lei, liturgias, cumprimento de festas e sábados e tudo o mais) era inútil se eles não tivessem amor pelo próximo. E não só amor como sentimento, mas amor demonstrado de forma prática. Pois era tão importante buscar a santidade e fugir da contaminação do pecado como esforçar-se e sacrificar-se pelo bem-estar do próximo – como fruto do amor.

Religião no sentido da “religação” com Deus é algo bom, imprescindível e, mais do que tudo, é um privilegio concedido por Cristo a nós. Quando ele morreu na cruz e o véu do templo se rasgou, o que aquilo quis dizer foi: “Não há mais impedimentos, você pode se ligar diretamente ao Pai”. Por outro lado, religião no sentido de viver uma vida de práticas, cumprimento a regras e obediência aos mandamentos bíblicos, mas sem demonstração de amor ao próximo é o que há de mais nefasto.

 Os samaritanos não faziam nada do que os sacerdotes judeus faziam em termos litúrgicos, mas foi precisamente o gesto de amor do samaritano pelo próximo que lhe rendeu elogios de Cristo. Não foi ter ido ao culto, evangelizado, louvado da forma “certa”, pregado um bom sermão, seguido as liturgias e datas santas…nada disso. Fazer essas coisas é ótimo – e devemos fazer – mas não foi isso o que fez Jesus destacar a atitude do samaritano. O sacerdote cumpria a cartilha da fé ao pé da letra, mas deixou o próximo pra lá e foi cuidar da própria vida e tratar dos próprios interesses. E esse, aos olhos de Jesus, é “raça de víboras”.
Os elogios de Jesus foram pelo amor demonstrado ao próximo.
Que Deus nos livre de nos tornarmos “religiosos” no mau sentido. Se cumprirmos tudo o que a cartilha do crente determina, mas nosso coração não tiver amor pelo próximo… estamos mal na fita. Peço ao Senhor que nos amemos uns aos outros de fato. Que haja mais pregações sobre isso. Que se cante mais sobre isso. É simples, não exige grandes teologias: amar o próximo é fazer por ele o que gostaríamos que fizessem a nós. Uma criança entende o conceito.
Deus queira que nunca aconteça com você. Mas, se um dia ocorrer de você estar caído, ferido, à beira da estrada; peça ao Senhor que passe por ali o religioso que foi religado a Deus e não o religioso que só cumpre os eclesiasticismos. Senão,  você ficará jogado às traças, à chuva e ao desamor de gente que diz amar a Deus mas deixa você caído à beira do caminho, implorando por socorro.
Mais do que isso: que o religioso que deixa os outros largados para lá nunca sejamos você e eu. Pois, se formos assim… que Deus tenha misericórdia de nós.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

'Falemos a verdade em amor'

Falemos a verdade em amor
O salmo 89 cita o amor e a verdade como duas das mais destacadas características de Deus. A Bíblia diz que nós devemos falar a verdade em amor, e isso nos ajuda a sermos cada vez mais parecidos com Ele.
Lembre-se que o amor procura fazer o que é melhor pra outra pessoa. Sendo assim, é absolutamente necessário que haja honestidade em nossos relacionamentos. A honestidade permite que falemos a verdade em amor. Somos honestos, mas sem condenar. Somos abertos, sem exigir que as coisas sejam do nosso jeito. Uma conversa honesta é o que nos deixa livres para pensar e sentir de maneiras diferentes. Tentamos entender uns aos outros e buscar maneiras de crescer juntos, mesmo com todas as diferenças. Isso tudo é parte dessa definição de amor apresentada por Paulo em 1Co 13. Quando somos honestos, somos bondosos, nos alegramos com a verdade e não buscamos os nossos próprios interesses.
Quando retenho a verdade por não querer machucar, estou enganando a mim mesmo e ao outro. Isso pode parecer tão fácil quanto impossível, mas não é nem fácil nem impossível. A ajuda de Deus torna isso acessível. Quando nos tornamos cristãos, passamos a ser agentes de Deus aqui na terra. Passamos a ter qualidades de caráter produzidas em nossa vida através do Espírito Santo. Ele traz o amor de Deus ao nosso coração e, se permitirmos, ele expressará o Seu amor através de nós e transformará a vida daqueles que nos cercam. Imagine aí, Deus amando e transformando outros através de mim e de você. Isso não é de mais?

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

"Como se comportam os bons amigos..."

Existem poucas coisas na vida melhores do que uma boa amizade…

Nosso cotidiano está cada vez mais corrido. A acirrada briga pela popularidade, a competitividade e a necessidade de ascensão social tiram os nossos olhos do essencial. Família, amigos e Deus ficam em segundo plano, quando o que precisamos é dinheiro, emprego e popularidade. Então, criamos datas para lembrar e dar importância a pessoas que deveríamos homenagear todos os dias. Daí vem o Dia das Mães, dos pais, dos namorados, da mulher e por fim o do amigo. Um amigo é alguém especial para nós. A relação de amizade entre dois seres humanos é inexplicável, transcende o natural, ultrapassa até laços sanguíneos, e talvez seja por isso que a Bíblia diz que “há amigos mais chegados que irmão”. A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas. “Deus podia muito bem ter feito os seres humanos de tal maneira que cada um tivesse tudo, mas preferiu dar diferentes dons a diferentes pessoas para que todos necessitassem de cada um”. E como é verdade que necessitamos uns dos outros e principalmente na caminhada cristã. Precisamos de Deus para nos achegarmos aos amigos e precisamos dos amigos para nos achegarmos e sentirmos Deus.
Penso que existem poucas coisas na vida melhores do que uma boa amizade. Pouquíssimas coisas. Amigos não se têm aos montes. São realmente poucos e bons. As vezes 3, outras vezes 2, algumas pessoas tem apenas 1. [Para quem não tem nenhum bom amigo, fica a dica, seja um bom amigo, e os outros virão]. Pense em Jesus. Tinha 12 amigos, 3 grandes amigos que estavam com Ele em todo tempo (Pedro, Tiago e João), e um grandessíssimo amigo ao qual ele amava (João). Grandes amigos jamais se separam, vivem um no coração do outro, para sempre. Grandes amigos têm características peculiars:
GRANDES AMIGOS ESTÃO CONTIGO ACIMA DE TUDO
Grandes amigos entendem muito bem que o amor está acima de tudo. Jamais te abandonarão, ainda que você tenha pego a curva em direção ao caminha errado. Eles correm atrás de você e te puxam pela gola da camisa, e te mostram qual é o caminho correto a ser seguido. Se não conseguirem te alcançar, vão pedir ajuda a terceiros que conseguirão e isso sem o menor medo de saírem de “dedo-duro”.

GRANDES AMIGOS NÃO LIGAM PRA SUA SITUAÇÃO FINANCEIRA
Se você estiver comendo no melhor restaurante da cidade eles serão seus amigos. Se acontecer o contrário, eles adorarão degustar uma comidinha feita embaixo do viaduto. E tudo bem, talvez eu tenha exagerado quando disse que eles não estão nem aí. Eles ligam sim e irão te ajudar de alguma maneira. Mas não te deixarão porque você está pobre ou rico.

GRANDES AMIGOS VÃO BRIGAR COM VOCÊ
Às vezes a verdade traz briga. É aí que verdadeiros amigos brigam. Porque muitas vezes é necessário que a verdade seja dita e onde há verdade, às vezes há discordância. Mas a discordância é temporária quando você percebe que aquele amigo falou a verdade, e o fez porque queria o seu bem. É também a hora de voltar atrás e pedir perdão e perdoar.


GRANDES AMIGOS TE LEVAM PARA MAIS PERTO DE DEUS
Achou exagero o que eu disse? Então observe a vida de Davi e seu grande amigo Jonathas.a amizade deles era tão forte, tão grande, que mesmo Jonathas sendo filho do seu maior inimigo, não o impediu te cumprir a aliança de amizade que haviam feito, ao trazer seu filho anos mais tarde para a presença de Deus (assentou-se em sua própria mesa, e comeu do mesmo banquete que o Rei)...

Observe quem são as pessoas a sua volta, quem você tem chamado de amigo? Quem você considera como verdadeiro amigo? Quem o chama de amigo? Você tem sido um bom amigo? 
Avalie o quão perto de Deus você se sente quando está com ele, ou o quão perto de Deus você o leva quando está com ele?

domingo, 28 de julho de 2013

"Deus de Cócoras?!"

A grandeza de um homem é medida na sua capacidade
de se curvar para servir a outro homem

Deus e a palavra cócoras tem algo em comum? Para quem não sabe, cócoras significa agachado e/ou sentado sobre o calcanhares. É uma das posições em que a mulher pode ficar no momento do parto. É também uma das posições utilizadas pelo ser humano no momento de fazer suas necessidades físicas. É, de fato, escandaloso pensar em Deus de cócoras.
O que você faria se pudesse fazer tudo o que quisesse na semana em que iria morrer? Se pudesse fazer tudo (exceto anular e adiar a morte) o que você faria? Pois bem, Deus escolheu ficar de cócoras!
Jesus, a expressão de Deus que andou entre nós, nas suas últimas horas de vida escolheu ficar de cócoras. E isso para ensinar uma lição ímpar: o uso da bacia e da toalha! Jesus é a expressão de um Deus de cócoras a fim de lavar os pés de um bando de maltrapilhos como eram os discípulos e como somos nós. Nas últimas horas de vida, Jesus deixou seu legado de cócoras, com bacia e toalha, servindo aos outros. Deixar legado nada mais é que deixar uma contribuição significativa para as futuras gerações.
Um Deus de cócoras choca. Um Deus de cócoras é escandaloso. Não queremos aceitar. É a mentalidade de Pedro (João 13:8) que, por um instante, não quis que Jesus lavasse seus pés.  Mas a lição aqui é priorizar o outro. Ter como causa a luta do próximo. Não precisamos viver em busca de causas para lutar. Os interesses do outro deve bastar.
Naquele tempo, os pés ficavam sujos e cansados das longas jornadas caminhadas. Um dos tipos de servos, neste caso um escravo de terceira categoria, lavava, massageava e colocava óleo nos pés de seus senhores quando estes chegavam a casa. Jesus nos dá esse exemplo de que precisamos ser Igreja de servos para as pessoas que se sentem sujas e cansadas na vida. Oxalá que todas as pessoas sujas e cansadas encontrem um discípulo de Jesus para servi-las. Há pessoas que cansaram da injustiça do sistema, de passar fome, de não ter emprego. Outras cansaram de Deus, da vida, da igreja, da Bíblia. Essas pessoas precisam encontrar discípulos de Jesus com uma bacia e uma toalha pronta a servi-las. Há, ainda, pessoas sujas de pecado. Essa poeira do pecado não é para ser apontada, julgada e satirizada. Não é motivo para exclusão. O pó do pecado deve ir para nossa bacia.
Como precisamos de nos desapegar dos status, dos títulos, das posições. Precisamos deixar de ser pastores, apóstolos, ministros, diáconos e sermos promovidos ao status de servos, do tipo que esperam os cansados para lavar-lhes os pés. Se Jesus se despojou do seu status, só seremos de fato seus discípulos se fizermos o mesmo! Jesus é o Deus de cócoras. Pode ser escandaloso, mas não é vergonhoso, sendo na verdade maravilhoso!
A grandeza de um homem é medida na sua capacidade de se curvar para servir a outro homem. E tudo isso sem se achar misericordioso, amoroso ou mais “de Deus” por servir. O próprio Jesus disse que depois de fazer tudo o que pudermos, devemos nos considerar servos inúteis (Lucas 17: 7-10).
Que sejamos grandes discípulos de Cristo, que assim como Ele, portam uma bacia e uma toalha para lavar os pés de todos os sujos e cansados que chegarem até nós.

"Vida Cristã..você pode estar fazendo isso errado!!"

Existem pessoas que realmente acreditam que um mundo totalmente evangélico é a solução para este século. Conheço gente que crê que se tivermos um presidente evangélico o caminho do Brasil mudaria de direção, a fome acabaria, a bondade se estabeleceria e a paz nas favelas seria realidade, mas se colocarmos um pouco a mente para funcionar, sabemos que isso não resolveria nada.  Um Brasil evangélico traria consigo as marcas do neo-puritanismo da igreja moderna, transformando o mundo em um lugar sem particularidade, sem expressão própria, perderíamos o acesso a culturas, as miscigenações, as singularidades de cada local. Essa ética evangélica baseada na conduta não abraçaria o Brasil e suas diversidades.
Conheço gente que pensa que se trocarmos os bares, os clubes, e as festas por igrejas evangélicas isso faria ter mais amor, menos competição, menos injustiça social. Isso é uma ilusão! A notícia do evangelho é outra. O mundo não tem solução, pelo menos se depender exclusivamente da ética evangélica. É meu amigo, se você investigar sua Bíblia vai ver que o mundo vai de mal a pior, e que a a solução  não é uma nova lei, uma nova regra, mas é a partir de Cristo, ser a luz  para trevas, aonde quer que estejamos, fazendo o que estivermos fazendo, Deus tem que estar ali.
Eu sei que parece boba essa ideia. No entanto, a vida cristã autêntica tem mais a ver com os efeitos  que a obra de amor da cruz causa em nossa vida do que com a submissão aos preceitos da religião. Deus não quer mais evangélicos, mas deseja mais gente iluminada pelo se Espírito. Estamos falando de ser gente como Jesus,não por imitação, mas pela regeneração. Deus  nos resgatou para ser como Ele nos criou. Romper com essa estrutura  sólida da religiosidade pode soar agressivamente a nossa mente acostumada a ouvir que quando o numero de evangélicos aumentar o país caminhará para uma nação abençoada, mas viver pensando dessa maneira é viver para a mentira!
O Brasil não precisa de mais evangélicos nominais, não precisa de mais pastores, não precisa de mais cantores gospel, não precisa de mais deputados, senadores, vereadores que se declarem cristãos, mas o Brasil precisa de gente que aprendeu amar tendo Cristo como referência. É por isso que o Brasil clama!
Precisamos de mais médicos que coloquem o fator humano acima do fator sistema, precisamos de advogados que se demonstrem interessados pela justiça e não pelo seus honorários, precisamos de professores que ensinem nossas crianças a ser cidadãos e não em tranformá-los uma máquina de decorar resposta para vestibular, precisamos de empresários que olhem para suas empregados como olham para seus próprios amigos, de enfermeiros, bombeiros, policiais, designer, marceneiros, porteiros, pastores, pilotos, donas-de-casa que estão dispostos a abraçar gente, enfim, precisamos de gente comprometida com o Reino, se entendendo parte de um povo alcançado e que por ter sido alcançado luta pra alcançar gente. Não precisamos de gente que esta comprometida com sua confissão de fé doutrinal, com suas obrigações religiosas, com seu pastor, com suas verdades, com suas razões, com suas éticas próprias. O Brasil clama por gente tocada por Jesus.
A realidade de hoje não aponta para a proliferação das igrejas como instituição organizada, mas para uma igreja formada por gente com o dom do amor. Apesar de professarmos a vida cristã, nós não acreditamos de fato nas palavras de Jesus, e nem tampouco podemos dar créditos integralmente ao seu caráter porque no fundo a palavra de Deus foi substituída pela nossa própria. Estamos nos servindo do evangelho a nossos próprios benefícios, sem estender essa Graça ao nosso redor. Estamos olhando para o umbigo, querendo apenas levar a moralidade da religião, sem se envolver com pessoas.
Diante disso, a pergunta que faço é: Você já nasceu de novo ou apenas conhece o sotaque, os comportamentos, as frases, a ética, a moral cristã? Que igreja é essa que tem maior compromisso com a culpa, com o medo e com a autoafirmação ao invés de provocar esse exame vital? Quando é que o xeque-mate do evangelho fará efeito em nossas vidas? Será que o objetivo de Deus é te dar um título de “evangélico”, católico, batista, presbiteriano, carismático, romano ou ele quer inaugurar uma vida nova em nós, por nós, através de nós e para além de nós?
Vida cristã, você pode estar fazendo isso errado!

terça-feira, 23 de julho de 2013

O que você deseja colher?"

No post anterior eu citei o texto que menciono novamente abaixo, um texto bíblico bastante perturbador , e que por sinal foi um dos primeiros versículos que gravei quando comecei minha nova vida com Cristo. (o mesmo estava escrito na colcha da minha cama, e todos os dias eu me deparava com ele.. rs)
Quero incentivar a sua reflexão sobre esse texto, que certamente nos trás grandes ensinamentos.
Esse é um dos versículos que mais gostamos de nos lembrar, quando diz respeito à paga que terá aqueles que nos fazem mal, ou talvez quando entregamos uma oferta na casa do Senhor.. mas esse texto vai muito além disso
E o texto diz: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso  também colherá.... E muitas vezes nós nos esquecemos que o texto continua....
...Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.” (Gl 6.7-9)
 Observe que este não é um texto do Antigo Testamento, escrito sob a força da Lei, da Antiga Aliança, quando se ensinava: “olho por olho, dente por dente”. Pelo contrário, o texto foi redigido debaixo da Nova Aliança pelo Apóstolo Paulo, que quis nos exortar sobre a responsabilidade de nossos atos e escolhas.
Também conhecido como Lei da Semeadura, o texto nos revela um princípio natural: Só se colhe o que se semeia. Não há como colher feijão onde foi semeado o arroz. Salvo a intervenção divina por meio de um milagre, será uma grande tolice insistir em colher aquilo que não foi semeado.
Não podemos pensar que a Lei da Semeadura se aplica apenas numa ou outra a área de nossas vidas, não! Ela se aplica em tudo aquilo que fazemos, nossas atitudes são sementes, a falta delas tbm..
Uma das áreas que mais recebemos sentimos o seu efeito .é na área dos nossos  relacionamentos. A maneira como nos relacionamos com as pessoas, as atitudes, o tempo dado, as palavras ditas, os gestos, a dedicação, o empenho, a cumplicidade lançada no solo da amizade, do matrimônio, da família se semeadas de forma correta, no tempo certo  poderão trazer grandes e prazerosas colheitas, entretanto, se essas mesmas sementes (as atitudes, as palavras, os gestos, ) são escassos, são semeados de forma errada, egoísta, despreocupada, descuidada, poderá  a longo prazo,  (ou quem sabe não tão longo assim), desencadear na colheita de frutos amargosos.. frutos de perdas, desencontros, decepções, tristezas..
O grande desequilíbrio encontrado neste ponto (das sementes e colheita nos relacionamentos), é que muitas vezes nos relacionamos com as pessoas, esperando apenas colher, sem tão pouco nos preocuparmos em semear.. então os relacionamentos se desgastam, se deterioram e perguntamos o porquê...Será que estamos semeando? Será que temos paciência para esperar o tempo que se leva para a semente germinar? Ou estamos exigindo colher uvas de cactos?
Muitos cristãos, semeiam para sua carne, envolvidos com imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes (as já conhecidas obras da carne, conforme Gl 5.19-21)  esperando uma colheita abençoada, mas  transformam a graça divina numa graça barata que cala a consciência e amordaça o Espírito. Esquecem-se, no entanto, da exortação bíblica de que colherão destruição para si mesmos, ou seja, que o fruto dará conforme a sua espécie...
Pense bem nas sementes que você tem lançado, pense bem na colheita que gostaria de ter. A Palavra é clara, não há outra forma de se colher vida: semeie para o Espírito, não há outra forma de se colher frutos bons que não seja semeando bons frutos, porque de Deus não se zomba, o que semearmos isso colheremos.

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